Estudo revolucionário na Environmental Science & Technology
Um estudo revolucionário, publicado na Environmental Science & Technology, mostrou que os cães influenciam significativamente a qualidade do ar interior (IAQ) nas habitações. Atuam como principais fontes de poluentes, tais como dióxido de carbono (CO₂), amoníaco (NH₃), compostos orgânicos voláteis ozonizados (VOC), partículas sólidas, bactérias e fungos.
Metodologia da experiência
O estudo foi realizado num laboratório com controlo climático com um volume de 62 m³ em Lausana, Suíça. Ao longo de sessões de duas horas, foram testados quatro chihuahuas pequenos e três raças de grande porte — mastim, mastim tibetano e terra-nova. Para isolar o contributo humano, foram organizadas experiências de controlo.
Principais conclusões
- 🔹 Os cães de grande porte libertam 2–4 vezes mais bactérias e fungos do que um adulto sentado.
- 🔹 Produzem níveis de CO₂ e NH₃ comparáveis aos de um ser humano.
- 🔹 Em alguns casos, as emissões totais dos cães de grande porte excedem as humanas.
Limitações e perspetivas
Os autores do estudo assinalam limitações metodológicas e sublinham a necessidade de investigar mais aprofundadamente o impacto destes fatores na saúde humana, bem como de desenvolver estratégias de mitigação. Os dados obtidos poderão vir a alterar as abordagens do setor HVAC&R à gestão da qualidade do ar em habitações com animais de companhia.
