Ratificação do Haiti: um novo passo na luta contra os HFC
A República do Haiti ratificou a Emenda de Kigali, tornando-se o 173.º país a fazê-lo, conforme anunciado no relatório de 14 de abril de 2026. Esta emenda, um aditamento ao Protocolo de Montreal, visa a redução faseada dos hidrofluorocarbonetos (HFC), potentes gases com efeito de estufa utilizados em sistemas de refrigeração e de ar condicionado. Ao ratificá-la, o Haiti compromete-se a reduzir a produção e o consumo de HFC em mais de 80% até 2045, juntando-se aos esforços globais para combater as alterações climáticas. O processo de ratificação implica a aceitação formal ou a aprovação, e a ação do Haiti segue-se a uma longa lista de ratificações anteriores por vários países, começando pelo Mali em março de 2017 e incluindo grandes economias como os EUA, a China e a União Europeia.
Essência da Emenda de Kigali e participação internacional
A Emenda de Kigali foi originalmente adotada em 2016 no âmbito da Convenção de Viena para a Proteção da Camada de Ozono, com o objetivo de reduzir as emissões de HFC que contribuem para o aquecimento global. A ratificação do Haiti acrescenta dinamismo, uma vez que o país se junta a um grupo diversificado, desde pequenos Estados insulares como Tuvalu até potências industriais como o Japão e o Brasil. A lista de partes ratificantes inclui 173 registos antes do Haiti, refletindo uma ampla participação internacional destinada à redução faseada dos HFC através do controlo da produção, da diminuição do consumo e da transição para alternativas com baixo potencial de aquecimento global.
Impacto no clima e na economia
As consequências da ratificação pelo Haiti incluem o reforço do cumprimento global das normas de proteção do ozono e do clima, reduzindo potencialmente as emissões de HFC na região das Caraíbas. Isto apoia os compromissos ambientais do Haiti no contexto da sua vulnerabilidade aos impactos climáticos, contribuindo para o objetivo coletivo da emenda de evitar até 0,5°C de aquecimento global até 2100. Do ponto de vista económico, isto pode estimular investimentos em tecnologias de refrigeração sustentáveis, embora o calendário de redução faseada exija esforços coordenados de governos, indústrias e organismos internacionais para uma transição justa.
